terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Hey RC!
Shake it, shake it like a Polaroid Picture!
ps. nem mesmo a credibilidade de coelhinha coloca em causa uma memória de elefante!
Pânico Verbal V
- O meu objectivo é um miúdo de quatro anos.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O caminho para a (r)evolução

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Hoje
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Em noitada laboral...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Expliquem-me...
Pânico Verbal III
- Amanhã é a noite oficial das rabadelas!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Pânico Verbal I
- Com mamas nunca experimentei.
Pânico Verbal - introdução
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Horrículo
Detesto enviar currículos. É como, em minutos, dar uma volta de 180 graus na nossa vida. Ou melhor, de 360, porque, no final, acabamos por voltar ao mesmo sítio. Num momento, estou determinado a tornar-me, serenamente, no melhor profissional do meu cantinho, ao mesmo tempo que os tostões angariados mês a mês vão deixando lentamente de ser migalhas para, não chegando a um papo-seco, se tornarem, digamos, numa bolacha de água e sal.
No passo seguinte, face a anúncios poucos e sonhos muitos, já me imagino em cem presentes e mil futuros. E penso que economia é o que abre mais oportunidades, que se calhar até me ajeitava na televisão, que assessoria até é capaz de ser bom para mim.
Num instante, deixo-me envolver num remoinho de sonhos que terminam sempre por me deixar como estava no início: com quase nada. Aliás, pior do que estava, porque, por esta altura, já acho que o pouco que tenho não me satisfaz nem oferece futuro.
Depois há a minúcia que se coloca no currículo, na carta de apresentação. O medo de parecer demasiado espertalhão, excessivamente formal ou pouco sincero. O cuidado na escolha de cada palavra, a medição do seu peso e a troca por um vocábulo que dê melhor impressão.
Quando escrevo, nunca perco a noção de que, quase sempre, aquelas benditas linhas são o único contacto que a pessoa do outro lado vai ter com a minha pessoa. Não posso evitar trocar de lugares com ela e pensar no terrível trabalho e desinteresse que me daria percorrer aquele conjunto de palavras.
Angustia e desanima pensar que o esforço vale tudo e não vale nada. Saber que, no molho dos currículos, o meu é só mais um. Saber que o conhecimento (ou cunha, chamem-lhe o que quiserem) é o único critério nos sítios que importam. E, ao mesmo tempo, ter de apostar tudo nesta única arma.
P.S.: Sim, voltei a enviar currículos com mais afinco – fiquei sem uma das colaborações (felizmente a menos valiosa) e tenho de fazer pela vida. Se alguém souber de alguma coisa, agradeço.
Entretanto, espero que alguém poste muito em breve para que esta ode à depressão deixe rapidamente de encabeçar o blogue.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
The Curious Case of Benjamin Button

Sim, é verdade que não partilho da euforia estrogénica que gira em torno do Brad Pitt. Mas admito que é ele o protagonista de alguns filmes que me marcaram, como Seven ou Fight Club (talvez o realizador seja a explicação). Sim, chorei baba e ranho com a história de um Benjamin que nasce pequenino, em tamanho, mas portador das patologias de um homem de 80 anos. A história da vida de alguém que caminha na direcção contrária. Sim, é verdade que o filme lança alguns motes cliché, de fácil comoção, como o “nunca sabes o que vai acontecer amanhã”, “nem tudo o que parece é”, “nunca é tarde demais para fazer e acontecer”. Sim, é verdade que o filme é longo (cerca de três horas). Mas também é verdade, e inegável, que o desempenho de Brad Pitt e Cate Blanchett é fantástico e o trabalho de caracterização surpreendente. Brad Pitt surge irrepreensível quer na versão envelhecido e encovado – ao mesmo tempo que exalta curiosidade e vivacidade no olhar da criança que é –, quer na meia-idade, nos trintas ou na adolescência (como o fizeram parecer tão novo?!). Cate Blanchett está simplesmente magnífica na pele da mulher que sempre viu para lá das rugas, brancos e acne de Benjamin. Sim, é filme, ficção da mais elaborada. Comove na medida certa com que precisava de ficar comovida. Sim, gostei muito. Vão ver.
Saber perder
Perdi a oportunidade de tirar a carta à primeira, mantendo a linhagem familiar de encartados sem nódoas. Perdi a sorte de circular por aí com o carro que o Expresso, surpreendentemente, não me atribuiu e que eu apregoava, aos sete ventos, que iria ganhar (especificando até que seria o modelito do José Luís Peixoto). Perdi a consideração por uma pessoa que descubro encaixar, e de que maneira, no perfil – muito ruim – que já me haviam desenhado. Perdi o meu par de jeans favorito, rasgadinho mesmo entre as pernocas.
Mas, diz também a sabedoria popular que, quando uma porta se fecha, lá se abre uma janelita. A carta, lamento família, terá de ser conseguida da próxima vez. Saldo positivo para mim que acabo de ganhar, não um carro, mas dez maravilhosas aulas de condução matinal e novo exame, com sorte, avaliado pelos mesmo senhor “examinador terror” cá do sítio. Saldo negativo para a minha conta que já leva menos 300 euros à custa deste chumbo. O carro do Expresso era mesmo muito pequenino. Os meus amigos até são grandes e muitos. Não ia conseguir levá-los a sentir a adrenalina da minha condução – com um “grave defeito a corrigir”, nomeadamente na direcção – devida e solidariamente acompanhados. O Toyota só dá mesmo para quatro pessoas elegantes e circular num carro com a mensagem “vem andar no meu carrossel” pode dar azo a interpretações dúbias e pouco castas. A pessoa por quem perdi a consideração perdeu, não um, mas vários passeios no carrossel, na montanha russa, enfim, num parque de diversões ao qual, lamentavelmente para ele, nunca terá acesso. Ganho eu. Mais juízo. Perdi os meus jeans mas ganhei compostura. Sim, que andar com calças perigosamente gastas pode não ser muito boa ideia. Fecharam-me a porta. Sim. Mas, vá lá, abriram-me um buraquinho. Nem tudo é mau.