O Jornal de Notícias de hoje traz uma pequena brochura de vinte e poucas páginas sobre o sector funerário. Rituais fúnebres no mundo, entrevistas a cangalheiros e novidades sobre urnas ecológicas são alguns dos conteúdos que se podem encontrar na pequena brochura.
No canto inferior da capa, nas habituais letras minúsculas, pode ler-se: "Este guia faz parte integrante da Edição n.º 281 de 9 de Março de 2009 e não pode ser vendido separadamente".
Ainda bem que avisam. Já receava que houvesse um assalto às tabacarias, quiosques e estações de serviço não para comprar jornais mas sim a entusiasmante publicação "Agentes funerários. A caminho da desejada profissionalização".
segunda-feira, 9 de março de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Hey RC!
RC: a música chama-se Hey Ya! E é dos OutKast.
Shake it, shake it like a Polaroid Picture!
ps. nem mesmo a credibilidade de coelhinha coloca em causa uma memória de elefante!
Shake it, shake it like a Polaroid Picture!
ps. nem mesmo a credibilidade de coelhinha coloca em causa uma memória de elefante!
Pânico Verbal V
SG (ontem no cantinho de S.José - ou seria Sr.José?):
- O meu objectivo é um miúdo de quatro anos.
- O meu objectivo é um miúdo de quatro anos.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O caminho para a (r)evolução

Sem ser um grande filme (Sam Mendes é, de facto, sobrevalorizado pelo seu Beleza Americana) Revolutionary Road é, no entanto, uma espantosa teia de representações, a começar pela "certeza de sempre" Kate Winslet (o Oscar fica-lhe tão bem), Leonardo DiCaprio e os dez minutos arrebatadores de Michael Shannon (o louco mais lúcido que habita aquele cantinho intocável e limpinho do Connecticut e da classe média dos anos 50). Uma corrente de ditos e não-ditos, de vontades contra vontades, de sonhos contra sonhos. Um espelho daquilo que queremos ser e cujo reflexo, talvez por inércia ou (pior) por medo, deixamos desvanecer.
Frank Wheeler - "All I know is that I want to feel things. Really feel them. How’s that for an ambition?"
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Hoje
"As palavras da canção explodiram-lhe na cabeça.
Não há tempo a perder
Ouvia-a dizer
Cobra dos teus sonhos
Antes que eles fujam
Morrendo a cada instante
Perde os teus sonhos
E perderás o juízo.
Ammu dobrou os joelhos e envolveu-os com os braços. Não queria crer. A coincidência barata daquelas palavras. (...) Deixou-se ficar sentada. Até muito depois de a canção terminar. Depois levantou-se subitamente da cadeira e caminhou pelo mundo como uma bruxa. Para um lugar melhor e mais feliz"
in O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy
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